Comportamento do mercado de inoculantes é alvo de pesquisa da Anpii

Com os dados em mãos associação irá montar um conjunto de ações para difundir e ampliar o conhecimento da tecnologia

A Associação Nacional dos Produtores e Importadores de Inoculantes (ANPII) adquiriu da Spark, empresa especializada em pesquisas na área agrícola, uma pesquisa específica para a safra 2017/2018 que faça um mapeamento sobre o comportamento do mercado de inoculantes no país. Esta será a primeira vez que uma pesquisa especifica sobre essa tecnologia será aplicada no Brasil.luz solar

O consultor da ANPII, Solon Araujo, reforça que o objetivo é levantar informações e detectar as tendências de modo científico, sendo a pesquisa de suma importância para formular as estratégias e atender as necessidades dos associados.

Na pesquisa da safra 2017/18, novas questões serão inseridas e o leque de conhecimento sobre o mercado de inoculantes será ampliado. “Buscaremos mais detalhes sobre o comportamento e as tendências do agricultor, tanto em nível nacional, como regional. Considerado um dos fenômenos mais importantes para a vida na terra, a FBN constitui fator vital para as elevadas produtividade e rentabilidade da soja”, afirma Araujo.

Após obter os resultados, a associação irá montar um conjunto de ações e alvos. Solon explica que nas regiões com menor uso de inoculantes, por exemplo, serão identificadas as causas desse não uso e com isso será possível corrigir esta deficiência, apresentando a melhor forma de inoculação para aquela região. As informações obtidas na pesquisa serão posteriormente enriquecidas pelas empresas associadas que já tem um panorama do mercado.

O setor de inoculantes no Brasil sempre se destacou pela presença de empresas dinâmicas e inovadoras. Nessa linha, a ANPII pretende trazer ferramentas para que as nossas associadas continuem, cada vez mais, se esforçando em levar produtos e serviços de qualidade aos agricultores.

Anos anteriores

A ANPII já vem utilizando os dados de pesquisas mais abrangentes realizados pela Spark, em 2015 e 2016, foram checados dados sobre o uso de diversos insumos, nos quais os inoculantes estavam incluídos.
Foi verificado que o sul do país tem a menor taxa de utilização de inoculantes na lavoura de soja, enquanto o centro-norte apresenta as maiores porcentagens. “Estas informações ratificam evidências da pesquisa feita pela ANPII em 2008. Com isso, as empresas associadas poderão traçar as suas estratégias para os agricultores terem conhecimento e se beneficiarem com o uso de nitrogênio por via biológica, com aumento na produtividade de suas lavouras”, enfatiza Araujo.

Outro ponto já observado foi que o inoculante líquido tornou-se a preferência do agricultor devido à sua maior facilidade operacional, ao permitir uma mistura mais rápida, com plena aderência às sementes. “Do ponto de vista da produtividade, os resultados são tão bons quanto os do produto em pó”, esclarece o consultor.

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